Mais cartas à Época 

Olavo de Carvalho
 

16 de novembro de 2001

Estas são algumas das cartas enviadas à revista Época durante a semana passada. Não requerem o mínimo comentário, mas agradeço de coração a todos os remetentes. – O. de C.

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Prezados Senhores,

Sou assinante de Veja e tenho comprado Época regularmente pela coluna de Olavo de Carvalho. Como todo leitor tem suas predileções nas publicações que lê, os artigos ali publicados são motivo mais do que suficiente para que eu compre a revista, e inclusive considere assiná-la.
Entretanto, no primeiro número deste mês, não encontrei a coluna, o que se repetiu no número seguinte. Em conversas com outros leitores, soube que foi reduzida para uma publicação mensal, em vez de semanal.
Não consigo atinar com o motivo de Época querer reduzir uma contribuição desse calibre, vinda de um filósofo que é hoje um dos maiores intelectuais brasileiros, além de jornalista tarimbado. Não adianta dizer que seja para permitir ao leitor conhecer outros pontos de vista; pois Olavo de Carvalho é justamente o único jornalista de peso neste país que nos oferece regularmente uma visão diferente dos discursos massificados da imprensa, hegemonicamente de esquerda. Em seu lugar, colocaram uma professora da USP repetindo chavões de uma ideologia barata que se pode encontrar em qualquer botequim universitário, banalmente reproduzidos por uma imprensa leviana e intelectualmente pueril. Por que Época deveria vetar uma voz dissonante e original para permitir aos leitores o acesso a clichés que já se encontram por toda parte?
Talvez a redução tenha ocorrido em função das críticas contundentes feitas naquela coluna a figurões da política nacional. Mas são ossos do ofício jornalístico, sem os quais não seria necessário haver liberdade de imprensa. É claro que isso não se aplica quando há calúnia ou difamação, mas também não é o caso, já que aquele colunista não fez nenhuma afirmação que não pudesse ser provada. De resto, os artigos saíam em coluna de opinião, deixando claro que a revista não endossa necessariamente as posições do autor.
Também não adianta alegar que o corte tenha ocorrido por ser um articulista “de direita” (já li dele as seguintes palavras: “em nome do pluralismo, luto para que exista uma direita neste país, o que não significa que, quando existir, eu vá concordar com ela”). Desde quando é crime ser de direita, como se o pensamento de esquerda fosse uma cláusula pétrea da Constituição? Toda democracia pressupõe a existência de uma direita, uma esquerda e um centro; se só a esquerda fala, não há democracia nenhuma. Simpatias ideológicas à parte, os artigos de Olavo de Carvalho são de uma coragem, de uma erudição e de uma honestidade intelectual que não se podem deixar de respeitar, independentemente de concordarmos com ele. São um diferencial que faz de Época uma publicação à altura de suas concorrentes, e até melhor.
Se Época cortou o espaço de Olavo de Carvalho por ceder a pressões políticas, agiu com uma covardia que a faz cair em nosso conceito. Se o fez por discordar das opiniões do jornalista, demosntrou intolerância e totalitarismo, o que a faz cair tanto mais.
Olavo de Carvalho tem denunciado a existência de uma patrulha ideológica nas redações do país inteiro. Aos olhos de milhares de leitores, Época acaba de comprovar o que ele diz. Em função da coluna, a revista vinha sendo considerada um órgão jornalístico corajoso e independente, pela abertura que tem dado a opiniões tão polêmicas quanto bem fundamentadas. Agora, passa a ser vista como um veículo covarde e sujeito a censura interna. Uma massa de leitores insatisfeitos vai começar a procurar outro canal de idéias.
Tenham certeza de uma coisa: nenhum leitor de esquerda, podendo encontrar seus discursos em várias outras revistas do gênero, vai passar a ler Época pelo corte de Olavo de Carvalho; mas milhares de leitores de Olavo de Carvalho vão deixar de ler a revista por essa razão. Entre eles, eu. Só compro Época quando a coluna sair.
Por favor, VOLTEM A PUBLICAR OLAVO DE CARVALHO SEMANALMENTE.
Com a minha atenção e (condicionalmente) o meu respeito,
Augusto Vasconcellos.
augusto_vasconcellos@hotmail.com

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Prezado senhor,
Ainda que tardiamente, venho solidarizar-me consigo, haja vista a safadeza – não há outra palavra – que fizeram com o senhor. Ainda bem que nós, aqueles que comungamos dos seus ideais e acompanhamos a sua luta pela imprensa, através dos seus livros e ainda pela Internet, sabemos que faltando aos opositores o mínimo de condições para rebater seus argumentos, outra não poderia ser a ação dos mesmos, marxistas enquistados nos nossos meios de comunicação social e contando com o beneplácito dos proprietários estes talvez esperançosos de continuar a mamar nas tetas governamentais se aqueles vierem, um dia, a assumir o poder. Aliás, a família Marinho comunga, de longa data, com a idéia de que apenas o pessoal de esquerda “sabe fazer jornal”. Aceite, com o meu abraço, a certeza de que comungamos dos mesmos ideais.
Osmar José de Barros Ribeiro
ojbr@wnet.com.br

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Ao Sr.diretor de redação época.
Não foi por acaso que escrevi o nome da revista com letra minúscula. Ela simplesmente apequenou-se ao tomar essa estranha e insensata decisão.
Estamos tão parcos de inteligência nessa terra brasilis e a época resolve contribuir para a entropia geral diminuindo o espaço de apresentação de uma das penas mais brilhantes surgidas nesse pobre cenário intelectual. Se é intenção da revista ampliar o espaço para a lenga lenga da esquerda, estou fora. Não tenho mais idade, nem tampouco paciência para aturá-la. Como se
diz por aí, vou procurar minha turma.
Como ainda vivemos em gozo de liberdade, assim como a revista tem o direito de tomar as decisões que julga mais conveniente, eu também tenho o direito de baní-la dos meus interesses.
Léo Guedes
leog@nh.conex.com.br

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Olá
Sabemos com que brilhantismo Olavo de Carvalho defende seu direito de livre expressão e pensamento ainda que não lhe interesse formar uma militância ativa. Coloco minha Home page a disposição de todos que partilham admiração pelo trabalho do Olavoe de tantos outros corajosos. Lá poderá ser encontrados vários artigos que confirmam e afirmam o que Olavo diz. Também há vários links para livros on line tal como BRAVE NEW SCHOOL. O endereço é : http://planeta.terra.com.br/arte/policymaker

Um abraço
Davi Washington
daviws@hotmail.com

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A proibição de pensar ou o Muro das Lamentações 
Incontáveis as cartas enviadas à redação da revista Época. E, sinceramente, me surpreendo com o fato. Com o quê? Com o elenco de impropérios, injúrias e lamentações de todos os admiradores, diga-se, os “ingênuos” admiradores da obra do filósofo (será mesmo? sequer é graduado na USP…), escritor e, 
vergonhosamente não-marxista Olavo de Carvalho. Ingênuos admiradores entre os quais, ai de mim! me incluo. 
Será que não percebem as absurdidades que proferem, caros leitores e “cúmplices”? Não percebem que, por umas quantas insondáveis razões de ordem editorial, os artigos do senhor Olavo de Carvalho foram ligeiramente suprimidos, ou mutilados, por ocuparem espaço físico (ideológico se preferem) em demasia, nesta que é uma revista atenta aos clamores urgentes de sua “época”? Não me surpreende, sequer me comove, que uma publicação com tal nome seja, pura e simplesmente, coerente com o mundo e seus chamados. 
Afinal, o senhor Olavo de Carvalho não é formado na escolinha de pseudospensadores da USP, logo, não é esquerdista por vocação, logo, é um neoliberal, logo, um direitista retrógrado, logo, um reacionário caquético, logo, enfim, óbvia conclusão para os que pensam que pensam, um fascista execrável!!! E os senhores, caros e ingênuos leitores, entre os 
quais, ai de mim! me incluo, seus discípulos, seus comparsas. 
A revista Época é nada mais ou menos que coerente com o estapafúrdio estado de coisas que nos cerca. Época de imbecis e charlatões. Época de uma revolução sorrateira, silenciosa. E fatal. 
Segundo o ilustre diretor de redação da prestigiada revista, foi aberto um espaço “para outras visões de mundo”. Caros leitores, exemplo raro de caridade cristã nos foi legado: cegos ocuparão o espaço de nosso infortunado filósofo. E cegos terão outras visões de mundo. Ou nenhuma visão, o que é melhor, pra que a ordem se mantenha intacta, inabalável qual monge budista. 
Nas páginas de Época, novamente teremos oportunidade de ler rançosos comentários de esquerda. E Jean-Paul Sartre dará voz às nossas mazelas. 
Afinal, pra quê Aristóteles? 
A revista, sim, cumpre seu papel, e entrará para a História. Registrará, indelevelmente em suas páginas, a miséria espiritual de nossa época. 
E isso basta.

Obs: Também passo, a partir de agora, a fazer parte da “horda” de ex-leitores da já tão citada publicação. 
Um abraço 
Georgenes Gustavo Nogy 
gustavonogy@ig.com.br

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Senhor redator,
Notei que há duas edições não sai a coluna do Olavo de Carvalho, diga-se de passagem o melhor desta revista, o que está acontecendo?
Mudou a direção?
É a censura vermelha?
Familia Marinho tome uma providência. Não compro mais a ÉPOCA até o colunista voltar.
Sem mais,
Celina de Sousa Vieira 
celina@novonet.com.br

Redação Época

Cara Celina,

Agradecemos o envio de sua mensagem. Os artigos de Olavo de Carvalho serão publicados uma vez por mês. Esperamos continuar contando com a sua atenção.

Um abraço,
A Redação

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Caro Sr. Redator responsável pela censura ao colunista Olavo de Carvalho,
Sem Olavo sem chance, até já enviei e-mail endereçado ao Sr. Marinho solicitando o retorno imediato do Olavo assim como a lista de amigos que não mais estarão COMPRANDO a Época enquanto o colunista não retorne semanalmente.
Obrigada, 
Celina de Sousa Vieira 
celina@novonet.com.br

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Caro redator,
Pode crer que não estarei mais comprando a revista Época por que o Olavo não está mais nela, ainda mais com este fiasco sobre a Ana Maria Braga, eu como médica acho inaceitável a capa da revista sugerindo erro médico e depois a própria apresentadora desfaz o mal entendido, acho que a Época ficou pior.
Grata pela atenção, 
Celina de Sousa Vieira 
celina@novonet.com.br

Época Leitor <epocaleitor@edglobo.com.br>

Cara Celina,

Agradecemos por seu retorno. Sugerimos que leia a reportagem “A volta da guerreira”, edição 183. Esperamos continuar contando com a sua atenção.

Um abraço,
A Redação

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Prezado Sr. Diretor de Redação,
O senhor deve ter recebido, e talvez ainda continue a receber por algum tempo, um expressivo número de cartas/e-mails manifestando espanto ou repúdio em relação à redução do espaço, nessa conceituada revista, do filósofo e jornalista Olavo de Carvalho. Se considerarmos o fato de que os leitores são o objetivo final de um órgão de imprensa digno do nome, tais manifestações não deveriam ser menosprezadas, sobretudo num momento em que, em boa parte por causa dos artigos de Olavo de Carvalho, Época demonstra um significativo incremento em termos de leitores e influência no meio jornalístico.
O argumento de que a redução do espaço não significou censura, mas uma preocupação em dar voz a “outras idéias e visões de mundo” não parece honesto, e é fácil perceber porquê. Ora, se fosse essa a sua real preocupação, o senhor deveria agir justamente de forma oposta, pois Olavo de Carvalho é praticamente a única pessoa com voz no meio jornalístico a dizer coisas novas, diferentes de toda a cantilena com a qual o povo brasileiro já está habituado ao ponto da anestesia. Ou seja, uma preocupação sincera com a veiculação de visões de mundo diferentes (desde que assumamos o pressuposto de que essas visões se eqüivalem e por isso merecem as mesmas oportunidades) deveria implicar não a redução do espaço de um dos mais originais, eruditos e corajosos pensadores surgidos no Brasil, e sim a efetivação de Olavo de Carvalho como colunista permanente de Época, até porque não há rigorosamente nada que justifique a decisão de manter, por exemplo, Zuenir Ventura com esse status, a não ser seu prestígio junto à intelligentzia esquerdista. Sem querer desmerecer o articulista, não há como comparar, em termos de capacidade de expressão, de erudição, de incisividade, enfim, de genialidade, Zuenir com Olavo.
Não temos, eu e muitos milhares de leitores de Época, a menor dúvida de que a decisão de alçar Olavo de Carvalho à condição de colunista semanal (tal como Zuenir Ventura) há de consolidar o lugar de Época como uma revista ainda mais diferenciada, na medida em que possibilitará ao seu cada vez maior contingente de leitores o privilégio de ler artigos de extraordinária qualidade e força, de um pensador cuja importância tem crescido sensivelmente nos últimos anos, e cuja tendência é aumentar ainda mais.
Não parece exagero dizer que Época pode estar perdendo (para outros órgãos de imprensa) a oportunidade de manter em seus quadros um articulista cujo portentoso valor há de ser muito em breve reconhecido. Não creio que o senhor gostaria de arcar com esse ônus (mesmo que reconheçamos que tal decisão talvez não dependa só do senhor).
Deixo aqui meu manifesto e minha sugestão, humildes, mas que certamente podem ser endossadas pelos muitos leitores ávidos por informação inteligente e de qualidade diferenciada, que certamente constituem o público alvo preferencial de revistas do porte de Época.

Respeitosamente,

Marcos Grillo/RJ
mgrillo@vento.com.br

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Prezado Editor,
A democrática decisão de amputar severamente o espaço de Olavo de Carvalho na Revista Época, confirma, a meu ver, a tese da ilustrada professora da USP. Na verdade, o nosso problema são os Estados Unidos, não há dúvida.
São os Estados Unidos os culpados pela sábia decisão de, a pretexto de democracia e pluralismo – li a resposta do Editor-Chefe da Revista no site do Olavo de Carvalho – reduzir tão-somente o espaço de Olavo de Carvalho, enquanto o Ventura, que não fede e não cheira, pelo menos sob o olfato de chauís e konders, continua a cacarejar o seu amontoado de clichés e teses confortáveis para o establishment esquerdista.
Uma decisão tão louvável que pune, exclusivamente, a inteligência excepcional, fulgurante e desestabilizadora só pode ser imputada aos Estados Unidos, pois, longe de mim, acreditar que isso possa ser um sintoma do nosso subdesenvolvimento mental, que fala muito em democracia, em igualdade de direitos, enquanto tais princípios não colidem com o nosso corpinho de preconceitos e cacoetes mentais.
Parabéns pela estratégica forma de conferir democracia e pluralismo à Revista Época, estratégia americana – ou seria melhor, estadunidense como quer a nossa professorinha.

Atenciosamente
Pedro Paulo Reinaldin
reinaldin@uol.com.br

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Senhor Editor,
Olavo de Carvalho é, sem possibilidade de dúvida, a mais lúcida, vibrante e articulada inteligência do Brasil atual e, quiçá, um dos maiores intelectuais brasileiros de todos os tempos. Que “Época” tenha alegremente fatiado seu espaço já constitui, portanto, um escândalo ( se um escândalo de maquiavelismo ou de inconsciência, não saberia dizer); que seu espaço tenha sido ocupado pelas platitudes de mais uma professorinha uspiana acrescenta ao escândalo a dimensão do ridículo.
Lamentando o acontecido e esperando que a decisão seja revista, despeço-me.

Fabiano B. Moraes 
MORAESFABIANO@aol.com

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Caro professor Olavo de Carvalho,
Tenho duas coisas a dizer a respeito: primeiramente, não tenho a menor esperança de que este ou outro protesto contra a redução de seu espaço seja publicado; em segundo lugar e em conseqüência, tampouco nutro reais esperanças de que sua coluna volte a ser semanal, ao contrário do que disse no e-mail (disse-o pois a esperança é a última que morre).
Mas pouco importa que as várias reclamações sejam solenemente ignoradas. Pois o senhor conquistou a ferro e fogo um espaço que a intelligentsia esquerdista só concede quando fingir desconhecer a existência de um outsider torna-se insustentável; quando esse fingimento passa a depor frontalmente contra a honestidade e a inteligência de nossos intelocratas. O senhor se encontra, portanto, na companhia de um Nelson Rodrigues, de um 
Gilberto Freyre, que bem poderiam ter dito para a nossa esquerdinha a célebre frase de Zagallo: vocês vão ter que me engolir.
Em suma: o senhor já é um vencedor, e esse episódo da “Época” só vem confirmar sua vitória, pois, como dizia Swift, “quando no mundo aparece um verdadeiro gênio, reconhecê-lo-eis por este indício: que todos os néscios se conjuram contra ele”. E quem, senão os gênios, têm conseguido vencer a nossa massiva e barulhenta conjuração dos néscios?
Saúde para si e para os seus. E continue a batalha. 

Fabiano B. Moraes
MORAESFABIANO@aol.com

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Prezados Senhores:
Como leitora assídua da evista ÉPOCA, venho manifestar meu desagrado pela substituição da coluna do brilhante e instigante jornalista Olavo de Carvalho por uma (mais uma) professora da USP. Com sua agudeza de percepção, clareza de estilo e senso de humor, Olavo se destaca da mesmice do atual jornalismo brasileiro. É lamentável que os fatos venham a comprovar o que o leitor brasileiro já começa a questionar: haveria uma militância vermelha de plantão nas redações? Qual a razão da exclusão do artigo do Olavo que todos, aliás, podem ler na internet? Estamos realmente diante de uma censura aos jornalistas que não fazem coro à linha imposta por aquele grupo da esquerda totalitária que, pelas evidências, estende sua fina, mas implacável, malha de ferro contra os que apontam a nudez do rei?
Preocupa-nos o silèncio imposto, pela redação de Época, a este polêmico e original colunista.
Cordialmente,
Solange Mendonça Campos
sola@task.com.br

Redação Época

Solange,

O Olavo de Carvalho continuará escrevendo em Época. Seus artigos passam a ser mensais. Ele não está sendo substituído. Está dividindo espaço com outras idéias. Esperamos continuar com a sua atenção e participação.
Um abraço,
A Redação

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Senhor Editor,
Agradeço a gentileza de sua resposta.
Entretanto, as “outras idéias”, para as quais a revista ÉPOCA está abrindo seu espaço, a julgar pelo medíocre artigo da professora da USP (que apenas reforçou o coro uníssono repetido à exaustão pela nossa esquerda- de- plantão) esta amostra das prometidas “outras idéias” me tirou completamente o interesse pela ÉPOCA, que acaba de perder uma leitora. Pois trata-se, apenas, das “mesmas idéias”, o que é compreensível face às mudanças ocorridas na direção da edição e redação da revista. Passei a ter também desconfiança quanto à credibilidade jornalística da publicação, que, face às mudanças, não mais poderá apresentar o espaço que eu procurava para acompanhar a diversidade e riqueza do livre debate de idéias e a crítica dos chavões político-ideológicos que sufocam a inteligência de nossa mídia.
É lamentavel, para os leitores e para o Brasil.
Atenciosamente,
Solange Mendonça Campos
sola@task.com.br

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Prezados Senhores,
Embora assíduo leitor da revista Época, por motivo de saúde, deixei de comprar o último número que, certamente, até ajudaria à minha convalescença. Explico: Fui informado, por camaradas exultantes, que vocês censuraram o incomodativo articulista Olavo de Carvalho que vinha desnudando as nossas mentiras, tramóias e desinformações, destinadas a formar uma opinião pública favorável à nossa causa. Disseram-me que, de modo sutil e inteligente, vocês passaram a coluna desse articulista de semanal para mensal. Meus parabéns. Já que não é possível calar de todo uma voz que tem por ofício nos desmascarar, a jogada dessa editoria, pelo menos vai minimizar os estragos que esse representante do imperialismo ianque e direitista de carteirinha vem fazendo nas nossas hostes. Não perdôo esse Olavo de Carvalho, principalmente porque deu adeus ao nosso Partidão e agora vive a nos entregar de bandeja, àqueles que até o seu aparecimento vínhamos conseguindo ludibriar. É um traidor. E o pior é que sabe tudo de nós e vem se alinhando com as Forças da Ordem- um eterno obstáculo às nossas pretensões de resolver todos os problemas da Humanidade, com a implantação do comunismo mundo afora. Para completar o belo serviço de vocês, só falta a gente fazer uma fofoca dele para ver se o calamos também em O Globo. Com minhas saudações vermelhas, renovo meus cumprimentos pelo trabalho que, embora sujo, encontra justificativa no que o inesquecível Lenine nos ensinou: – tudo que beneficiar à nossa causa comunista é moral e legítimo. Atenciosamente, subscrevo-me.
Astrolindo Bello de Carvalho.
astrolindobello@globo.com 

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Prezado Professor Olavo
Em solidariedade a você enviei uma carta a Época reclamando da decisão deles de lhe cortarem espaço.

Agradeço sua generosidade para com seus leitores e a Deus por termos no Brasil uma inteligência como a sua.
Aproveito este para lhe desejar feliz natal e próspero ano novo.
Um abraço
Luiz
lg2@terra.com.br 

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Prezados Senhores,
Serve a presente para externalizar meu desagravo pelo ato de agressão que sofreu Olavo de Carvalho, melhor jornalista e escritor da mídia brasileira, quando teve seu espaço mutilado pelos “donos” da revista Época. Já me acostumei à pobreza da cultura brasileira e da intelligentsia e mais uma manobra da elite hegemônica esquerdista não vai me surpreender. Época perderá muitos leitores se não voltarem atrás na errada decisão.
Luiz
lg2@terra.com.br

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Prezado Editor de “Época”,
Causou-me profunda decepção quando procurei pela página de Olavo de Carvalho em “Época” e vi em seu lugar uma estranha figura. Pensei comigo: teria Olavo entrado em férias?
Porém, ao abrir o site do Professor, e lendo os vários e-mails de desabafo de leitores inconformados, constatei que Olavo escreverá uma única vez por mês.
É mesmo verdade que Olavo foi censurado? Se foi, é muito lamentável que ocorra uma censura em “Época”, censura essa que, parece, se deve a um artigo em que Olavo abordava a vida de nosso novo Ministro da Justiça, Aloysio “Ronald Biggs” Nunes Ferreira.
Félix Maier
ttacitus@hotmail.com

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Prezado Editor:
Eu gostaria de saber quem foi o talibã que censurou nosso escriba mais interessante do momento, para colocar em seu lugar panfletos bobocas de “libélulas” da USP.

Cordialmente,

Félix Maier
ttacitus@hotmail.com

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Prezado Professor,
Agora, a minha regra para a Época é a mesma já aplicada com respeito a outras publicações que estão nas bancas: abro; se houver o bom artigo, compro a revista ou o jornal. Caso contrário, agradeço ao jornaleiro e vou embora…Aquela revista, como se costuma dizer, pisou na bola.
Um abraço
Roberto Miscow Filho
miscow@epq.ime.eb.br

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Prezado Olavo
Tomei conhecimento, através de emails, de que estariam fazendo pressão contra o seu magnífico trabalho e tentando suprimir sua coluna, cuja periodicidade já teria sido reduzida. Isto já seria de esperar. A esquerda está sempre pronta a censurar aqueles que a criticam.

Já estou desencadeando, através dos meus correspondentes, uma pressão sobre a mídia, em seu apoio, tendo sugerido ao pessoal do Guararapes, que despeje uma torrente de emails sobre os jornais. Da minha parte, já estou agindo. E isto não significa apenas lhe enviar um
email de apoio.
O meu abraço
Pedro Paulo
pedroprocha@netpar.com.br

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Caro professor Olavo
Fiquei profundamente decepcionado, como todos os que escreveram a você, ao não encontrar seu artigo semanal na ÉPOCA. Em seu lugar, mais uma voz do “monstro de mil línguas” que cresce neste país há muito tempo. Você pode dizer, com Nietzsche, que “o depois de amanhã me pertence”. Também escrevi à revista reclamando, assim como para as revistas BRAVO! e REPÚBLICA, que não publicam nada seu há algum tempo. Nós perdemos um pouco da fala de um grande filósofo, e a democracia perde aquilo que a caracteriza: pluralismo e confronto de opiniões. Tudo o que a revista fez foi dar maioria

em seu espaço às vozes da esquerda, como faz a Rede Globo inteira. 
Conte com meu apoio.
Um abraço
Nilo de Medina Coeli Neto
niloceli@bol.com.br

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Caro Prof. Olavo de Carvalho,

Já havia notado a ausência de seus luminosos ensaios na revista Bravo!(o que terá acontecido? me perguntei, surpreso). Agora, tomo conhecimento – não tão surpreendido, confesso – da supressão sumária de 75% do seu espaço na revista Época, cuja motivação, inconfessada, é censurar uma das poucas vozes neste país que não têm medo de esmascarar as mentiras disseminadas pelas esquerdas ao longo de décadas, mentiras que hoje, lamentavelmente, revestem-se de status de verdades sagradas. Tais fatos, somados a outros sistematicamente apontados em seus artigos, confirmam, infelizmente, aquele melancólico diagnóstico que o senhor fez da realidade intelectual brasileira atual como “a longa marcha da vaca rumo ao brejo…”.

Quosque tandem ?

Um grande abraço.

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Gilberto Luiz B. Edson
gilbertoedson@bol.com.br

Viva
Solidarizo-me com David West sobre Olavo, aqui desde Lisboa. Enviei mail para revista Época que consulto na net e que nem respondeu, nem com o respondedor automático que tiveram para este caso. Vi hp de DW e gostei mesmo. Tenho dúvidas, no entanto, quanto a teorias conspiratórias do género “O Duque de Edimburgo em Buckingham” nos anos 60, etc. etc. O amigo não fornece prova. Mas creio que o essencial do seu alerta de cobiça sobre Amazonia tem validade, mesmo que não por essa via argumentativa

Cumprimentos
Mendo Castro Henriques
Professor
www.terravista.pt/PortoSanto/1139
netmendo@netcabo.pt

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Sr. Diretor,
Sou leitor da revista Época desde o primeiro número. O que mais admiro, ou admirava, na revista é a sua posição pluralista, de abertura a visões diferentes quando não completamente opostas. O filósofo Olavo de Carvalho é um dos mais respeitados, originais e corajosos pensadores do Brasil atual. A supressão de sua coluna semanal é um duro golpe contra a lucidez e a inteligência. Perde a Época mas principalmente perdemos nós, leitores, que tinhamos toda a semana a possibilidade de ler uma visão alternativa, algo incomum em nossa nossa mídia lamentavelmente tomada pela repetição monocórdica do receituário politicamente correto e esquerdista. Não compreendo o argumento utilizado pela revista para justificar tal atitude: qual foi o critério para a escolha feita pela revista? Por que “mensalizar’ o Olavo de Carvalho e consagrar a coluna semanal do Sr. Zuenir Ventura, sabidamente um sujeito muito menos “inspirado” do que o filósofo?
Tadeu Viapiana
tadeu@centro.com.br

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